Funcionários do Google pedem mais proteção para denunciantes de assédio sexual

Brasil tem 204 ações de assédio por mês no trabalho
maio 31, 2021

Mil funcionários do Google assinaram uma carta publicada na internet nesta sexta-feira (9) pedindo à empresa-mãe, Alphabet, mais proteção para aqueles que denunciam assédio sexual no local de trabalho.

O texto destaca que o gigante da tecnologia tem um padrão de proteger ou mesmo recompensar os responsáveis pelo assédio sexual, o que deixa as vítimas sofrendo no ambiente de trabalho.

“A Alphabet não oferece um ambiente seguro para aqueles que enfrentam assédio no local de trabalho”, diz a carta. “Mesmo quando os Recursos Rumanos confirmam o assédio, não são tomadas providências para garantir que quem denunciou está seguro”, acrescenta.

Qualquer pessoa que assediou um colega de trabalho deve ser excluída das funções de liderança e deve mudar de equipe para se distanciar das vítimas, exigem os funcionários.

“Estamos profundamente cientes da importância desta questão”, afirmou um porta-voz do Google em resposta a uma consulta da AFP.

“Trabalhamos para apoiar e proteger as pessoas que relatam preocupações, investigamos minuciosamente todas as reclamações e tomamos medidas enérgicas contra as alegações fundamentadas”, acrescentou.

Em uma coluna publicada nesta sexta-feira no site do The New York Times, a ex-engenheira do Google Emi Nietfeld disse que seu perseguidor, um colega de trabalho, sentou-se em uma mesa ao lado dela no escritório, mesmo depois de enviar a reclamação ao departamento de Recursos Humanos.

O Google tem enfrentado críticas nos últimos anos por sua resposta interna ao assédio sexual, especialmente se os réus forem executivos.

Milhares de funcionários do Google aderiram a uma greve global coordenada no final de 2018 para protestar contra a forma como o gigante da tecnologia dos EUA lidou com o problema. Cerca de 20.000 funcionários e contratados da empresa participaram do protesto em 50 cidades ao redor do mundo, de acordo com os organizadores.

“Fizemos melhorias significativas em nosso processo geral, incluindo a maneira como lidamos e investigamos as preocupações dos funcionários e a introdução de novos programas de atendimento para os funcionários que relatam preocupações”, disse o porta-voz do Google.

“Reportar má conduta exige coragem e continuaremos nosso trabalho para melhorar nossos processos e apoiar as pessoas que o fazem”, acrescentou.

O Instituto Latino-Americano de Defesa e Desenvolvimento Empresarial – ILADEM, é uma entidade sem fins lucrativos, mantida pela BRG Advogados. Há quatro anos realiza a campanha #EUDIGONÃO AO ASSÉDIO SEXUAL NO TRABALHO”, já são mais de 150 palestras e eventos ministrados de forma gratuita, tudo com o intuito de estimular a “CONSCIÊNCIA” das empresas sobre a sua responsabilidade social.

Entre em contato conosco e faça parte da campanha. Participe!

A mudança começa por VOCÊ!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *